terça-feira, 21 de outubro de 2014

Sobre “a medida do amor” e uns biscoitos deliciosos






Houve um tempo em que eu desejava intensamente saber qual a medida correta do amor a fim de amar com exatidão: nem de menos, nem demais, de modo a não sofrer sem necessidade ou para sofrer se preciso fosse.
Tempos depois compreendi que não existem medidas no amor e que este sempre surpreende pela capacidade de desdobramentos, de ir além do que pensávamos conseguir ou ser possível.
 
 

“Vem me fazer feliz porque eu te amo...”, mente a canção, pois a pessoa que ama é que de fato deseja intensamente fazer feliz a outra. E se como poetizou o apóstolo, o amor jamais acaba (I Coríntios 13:8), compreende-se que de desdobramento em desdobramento o amor caminha pela eternidade e pelo infinito, senhor absoluto de tempos e espaços, de si mesmo e daqueles a quem decide tocar.
Foi nesse tempo antigo, quando eu ainda buscava medidas, que nasceu este poema:
 
 
 
 
 
 
Infelizmente não me lembro em que site descobri a receita dos “Biscoitos do Amor”, que ilustram este post (também não sei a razão de receberem esse nome), mas terei prazer em dar os créditos a quem reivindicá-los. O fato é que adaptei a receita ao meu modo e usei a técnica de abrir a massa entre dois plásticos como me ensinou a Marly, amante da culinária e verdadeira artista na apresentação de seus pratos. O coraçãozinho xadrez foi um mimo que recebi da Ana Krotz, primorosa artista dos tecidos, junto de uma das encomendas que lhe fiz.
 
 
 
 
 



Beijo&Carinho,
 
Jussara Neves Rezende
 

Recado: Embora eu tenha prometido retomar minhas visitas após a divulgação do resultado do Concurso Cultural, meu note precisou ser formatado e agora que ele voltou à vida, cá estou a arrumar a mala para uma pequena viagem. Percebe-se que tudo está em atraso, inclusive o envio dos livros para as ganhadoras do Concurso, pois fiquei sem poder aceder aos endereços. No entanto, aos poucos tudo se ajeita. O poema aqui publicado, inclusive, deveria ter aparecido ontem, por causa do Dia do Poeta, 20 de Outubro, mas como o poeta vive a poetar todos os dias, creio que está valendo...