Quando
a Yvone do blog Casas Possíveis publicou
um belo texto sobre o dia em que reencontrou seu Topo Gigio, lembrou minha
frustração por não ter hoje o meu ratinho que, acredito, furtaram-me, na
infância, descarada e tão facilmente como se me tirassem um doce.
Ao
falar de sua alegria ao recuperar, com a ajuda da mãe, o Topo Gigio, Yvone diz o seguinte: "De repente, como num passe de mágica, ela me ajudou a resgatar um pedacinho da minha infância. Fiquei realmente muito emocionada de revê-lo depois de décadas".
Tem razão a Yvone ao afirmar que
recuperar o bonequinho foi como um resgate de um pedacinho da infância. É
impressionante o quanto nossas vidas se compõem de objetos que amamos, de
histórias, de cheiros, de memórias.
Estive a pensar nisso quando recebi de
uma amiga querida uma série de fotografias em que criaturinhas imaginárias
aparecem ao lado de seus criadores, numa clara homenagem a estes que, em alguns
casos, não alcançaram a fama que seus desenhos atingiram.
Nessa série enviada pela minha amiga
senti falta de algumas criaturas que amei na infância e adolescência e acabei
por ampliar a relação que agora divido com você. Devo confessar que algumas
criaturas como o Caco e a Family Guy eu nem sequer conhecia, pois há algum tempo não assisto TV; algumas, como o Pica-Pau
(que meu sobrinho ama), nunca me foram simpáticas; além disso acreditava que
Hanna Barbera fosse mulher, o que foi desmentido em minha pesquisa: trata-se
de um nome artístico formado pelos sobrenomes de dois desenhistas que criaram
algumas importantes figurinhas que participaram da minha história e que compõem
– junto de uma infinidade de outras coisas – as M(m)inas em que habito e que me habitam (se você ainda não leu, veja aqui
a explicação que dou para o título deste blog).
Se eu desconhecia algumas dessas
criaturas – que sei que são famosas e, portanto, integrantes de outras histórias
diferentes da minha – algumas, além de meras conhecidas minhas, foram muito amadas,
como é o caso do Topo Gigio, do Fantasma, dos Smurfs, da Mafalda e da Betty Boop. A Turma da Mônica e o Smilinguido nem entram
nesta lista, pois são amores atuais: desde que aprendi a ler nunca mais me
desgrudei das personagens do Maurício de Souza e amo especialmente a Mônica e o
Chico Bento. O Smili é uma formiguinha que me faz lembrar o quanto somos
diminutos diante da grandiosidade de Deus, mas, ainda assim, o quanto Ele nos
ama apesar de nossa pequenez. Não há como não amar uma formiguinha doce assim, não é mesmo?
A Turma da Mônica e Maurício de Souza
Bart e Homer Simpson e Matt
Groening
Batman e Bob Kane
Betty Boop e Max Flasher
Caco e Jim Henson
Chipmunks e Ross Bagdasarian
Family Guy e Seth MacFarlane
Fantasma e
Mandrake com Lee Falk
Ferdinando
Buscapé e Al Capp
Garfield e Jim Davis
Luluzinha e
Marjorie Henserdon Buel (Marge)
Mafalda e Quino
Mickey Mouse e Walt Disney
Os Smurfs e Peyo
Pantera Cor-de-Rosa e Blake Edwards
Pernalonga e Bob Clampett
Pica-Pau e Walter Lantz
Popeye e Elsie Segar
Smilinguido com Márcia d’Haese e Carlos
Tadeu Grzybowski
Snoopy e Charles Schulz
Tom e Jerry com William
Hanna e Joseph Barbera
Topo Gigio e Maria Perego
Quase da mesma forma que amo certo autores pelas
suas criações literárias que, conhecidas, me fizeram ser quem sou, amo estes
criadores e suas criaturas que encheram – e ainda o fazem – de alegria e
colorido a minha vida.
Imagens deste post: Google Imagens
Beijo&Carinho,
Jussara
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